Materias de Alan Viana
ÍNDICE:
1. Como evitar “cabeleiras” em carretilhas
2.Carretilha ou Molinete?Que tralha usar?
3.Pesca esportiva: ato de pescar e soltar o peixe. Será apenas isso?
Como evitar “cabeleiras” em carretilhas
(Dica para iniciantes) Uma das coisas mais temidas em carretilhas são as famosas “Cabeleiras”, as quais são causadas normalmente por regulagem mal-feita no freio da carretilha e em alguns casos pode até ser ocasionada pela falta de lubrificação.
Com uma boa manutenção e uma boa regulada antes de começar a pescaria, você não vai ter “encheção de saco” por isso quero dar umas dicas, para a pescaria ficar nota 1000.
Toda carretilha tem um freio mecânico que fica entre a manivela e o corpo da carretilha, quanto mais você o aperta mais ele segura o carretel na hora do arremesso, e quanto mais você solta, ele perde contato com o carretel fazendo-o ficar livre para rodar o quanto quiser, e algumas carretilhas (bait-cast) tem freios centrífugos(conforme o carretel roda , esponjas colam na borda fazendo-o diminuir a velocidade) ou magnéticos( ímãs que ficam perto do carretel para que ele não ultrapasse uma certa velocidade)
Quando você estiver com o equipamento montado, segure a vara na horizontal e aperte o freio magnético no máximo(se for centrífugo deixe todas esponjas soltas) e aperte totalmente o freio mecânico.
Ai você vai ter um equipamento anti-cabeleira, porém, um equipamento anti-lançamento também.
Daí você pega e vai soltando o freio MECÂNICO até que a isca fique parada, mas da forma que com um toque de ponta de vara ela comece a descer continuamente.
Daí é só “correr para o abraço” e fazer lançamentos legais, mas nunca se esqueça de quando a isca cair na água pôr imediatamente o dedo no carretel para travá-lo.
Com o tempo (mas com o tempo MESMO, depois que você pegar BASTANTE prática no lançamento do modo acima) você vai soltando os freios, assim você vai fazer lançamento perfeitos.
OBS:
Carretilhas redondas não possuem muita variedade de freios, normalmente é só o mecânico, daí você tem que deixar um pouco mais prezo para que não aja problemas.
Alan Rodrigues Vianna
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Carretilha ou Molinete?Que tralha usar?
CARRETILHA OU MOLINETE? QUAL TRALHA USAR?
Existem vários tipos diferentes de pescaria, e em cada uma devemos estar com material certo para que não aja estresse no peixe e estresse no pescador também, por causa de ter perdido um belo peixe.
Não temos a intenção de citar qual é melhor, queremos apenas explicar a diferença entre carretilhas e molinetes.
Molinete
O molinete é um dispositivo de recolhimento de linha cuja a linha passa pelas anilhas da vara
è passa por uma haste no molinete que por sua vês é enrolada no carretel.
Vantagens
Com o molinete não existe o grande problema das “cabeleiras” como acontece nas carretilhas(com exceção de algumas especiais), pois o carretel é fixo e no lançamento é a linha que se desenrola do carretel.
Melhor para iniciantes, pois não existe o trabalho de prestar atenção na hora do lançamento.
Normalmente possui manivela que pode ser mudada de lado, tanto para a direita como para a esquerda.
Ideais para pescarias de pesos MUITO leves (abaixo de 20 gramas).
Não existe a necessidade de travar o carretel quando a isca cai da água.
Carretilha
A carretilha é um dispositivo de recolhimento cuja linha passa pelos passadores(anilhas)
è vai direto ao carretel
Vantagens
Pela posição do carretel, ela é muito mais forte do que o molinete
Não torce a linha, ao contrario do molinete que com exceção de alguns especiais
Sua fricção é muito mais fácil de se regular na hora da briga com um peixe
Possibilita um arremesso muito mais longe do que o molinete
Facilita na hora de trabalhar iscas artificiais por causa de sua posição no caniço
Muito mais prático e móvel tanto na hora da pescaria (lançar, puxar…) quanto na hora de armazenamento (menos espaço ocupado)
Mais agilidade na hora de fisgada se estiver com o material certo
Cabe mais linha, pois enrola a linha de forma completamente uniforme
Alan Rodrigues Vianna
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Pesca esportiva: ato de pescar e soltar o peixe. Será apenas isso?
Nós, pescadores, ouvimos várias pessoas falarem que praticam o pesque & solte, convictas de que estão ajudando a preservar a natureza; A intenção é a melhor possível, mas nem sempre fazemos da forma certa.
A pesca esportiva iniciou-se no Brasil na década de 90, e desde então, evoluiu muito. Com o mercado oferecendo apetrechos para que cada vez fique mais fácil essa modalidade, é simples ser um pescador esportivo, mas apesar de comprar os equipamentos certos, como devemos usá-los?
O pesque & solte começa a partir do momento da fisgada do peixe, então há todo um procedimento que vai até a sua soltura.
Passos a serem observados antes da briga
A escolha do material correto para o peixe a ser pescado é o primeiro passo, e é dividida em duas etapas, a primeira é o uso do anzol sem farpa, isso diminui o trauma na região onde o peixe foi fisgado, além de proporcionar maior praticidade e segurança para o pescador; a segunda parte é a escolha do material (molinete/carretilha, vara, linha…) dosado corretamente ao tipo de pescaria praticada, pois tanto o material muito pesado, quanto o material muito leve, não vão permitir que o peixe canse no tempo necessário, o que causara um estresse muito grande ao espécime.
A retirada do bichão!
A retirada do peixe para fora d’água é bem simples, pode-se usar dois tipos de equipamento: um é o alicate de contenção, e neste caso devemos evitar os que apertam os dentes do peixe, podendo provocar prejuízos a sua dentição, e dar preferência aos do tipo pega-peixe que apertam a parte de baixo da boca; O outro equipamento é o passaguá, que pode ser de corda ou náilon. Quando pegar o peixe com ele, procure apoiar o espécime na grama, pois oferece menos atrito comparado a areia ou cimento, ajudando assim a manter o muco protetor do peixe.
Então basta retirar o anzol (Um alicate de bico facilita bastante isso), mas quando o peixe engole o anzol, o que fazer? Por incrível que pareça, se a retirada do anzol não for possível, a melhor coisa a se fazer é cortar a linha e deixar o peixe com o anzol, pois ele possui um sistema digestivo que consegue digerir o anzol, ou em alguns casos, consegue expelir o anzol pela própria pele.
A hora da sagrada fotografia
Como sempre, nessa hora é essencial que se tenha o mínimo contato possível com o peixe. O mais indicado e usual, é segurá-lo levantado com o alicate pega-peixe e deixá-lo na posição vertical. Caso queira uma foto na posição horizontal, procure segurar na parte da barriga e não no rabo, lembrando de sempre molhar bem a mão antes de encostar no espécime, pois com a mão molhada a retirada do muco é quase nula.
Devemos evitar segurar o peixe com luvas ou panos, pois estes tiram muito o seu muco o que pode causar sérias doenças. Nunca segure um peixe de ponta cabeça pelo rabo, pois o sangue dele descerá para sua parte vital que é a cabeça, e em uma das suas partes mais sensíveis que são as guelras, e com o excesso de sangue, pode-se estourar algum vasinho e provavelmente causar a morte deste. É estritamente proibido para os pescadores esportivos, colocar a mão nas guelras do peixe, sua morte é praticamente certa, por ser uma zona vital.
Hora de devolver pra água
Processo simples, mas que a grande maioria dos pescadores faz errado, basta colocar o peixe na água e apenas segurar seu rabo com ênfase no segurar, pois muitos pescadores têm costume de colocá-lo na água, e ficar mexendo o espécime de um lado ao outro para “acordá-lo”, mas isso é um erro, basta segurar seu rabo e deixá-lo em repouso para que se recupere sozinho. O fato de você mexer o peixe para frente ou para traz ou de um lado ao outro, pode fazer com que entre água em sentido inverso nas guelras, o que provavelmente o matará, pois o peixe faz esse processo naturalmente quando sai de uma água suja para uma limpa, para limpar seus poros, mas não deve ser feito de forma involuntária, por isso apenas segure o peixe até ele sair da sua mão.
A pesca esportiva ainda não é consenso, mas é claro que sua pratica esta aliada a preservação e equilíbrio ambiental, pois peixes de todos os tipos, principalmente os gigantes de couro, não nascem e crescem da noite para o dia, isso demora muitos anos, e sabemos também que são fundamentais para o equilíbrio do meio ambiente. É, portanto imprescindível um maior grau conscientização dos pescadores, visando quebrar este tabu de que peixe tem que ser pescado e guardado. Logicamente não há nada melhor do que uma carninha de peixe fresca, mas guarde só o que irá consumir de imediato, deixe o resto na natureza, que ela sabe o que faz.
Alan Rodrigues Vianna
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